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domingo, 7 de março de 2010

Homens que vieram casar ao Soito (sec XIX)

Homens que vieram de fora, casar no Soito
Século XIX

12 de Julho de 1800: José Martins, de Vila Boa, com Luísa Gonçalves, filha de Francisco Gonçalves Garrido e Maria Vaz.
28 de Julho de 1800: José Fernandes, de Vila Boa, com Maria Martins, filha de Manuel Martins Martinho e Luísa Gomes.
14 de Janeiro de 1802: Manuel Afonso, da Bismula, com Maria Martins, viúva.
21 de Maio de 1803: Francisco Martins, da Nave, com Maria Afonso, filha de Domingos Nunes e Maria Lourenço.
14 de Setembro de 1803: José Nabais Pacheco, de Casas do Ozendo, com Maria Martins, filha de Francisco Martins Esteves e Ana Martins.
18 de Agosto de 1804: António Martins, de Casas do Ozendo, com Ana Martins, filha de Manuel Martins Furriel e Luzia Martins.
2 de Novembro de 1805: Francisco Jorge, de Vale de Espinho, viúvo de Francisca Martins, com Maria Joaquina, casada que foi com Manuel José.
27 de Novembro de 1805: Manuel Carrilho, “da vila de Alfaiates” viúvo de Antónia Rodrigues, com Maria Antunes, filha de José Antunes e Barbara Gonçalves.
23 de Junho de 1806: José Martins, de Aldeia Velha, com Luísa Gonçalves, filha de Manuel Gonçalves e Isabel Nunes.
2 de Maio de 1808: Joaquim Fernandes Monteiro, de Alfaiates, com Rosa Lourenço, filha de Manuel Lourenço e Barbara Nunes.
12 de Maio de 1810: Joam Porteiro, de Quadrazais, com Isabel Martins, filha de Miguel Martins e Luísa Pereira.
23 de Maio de 1812: Manuel Martins, de Alfaiates, com Maria Lourenço, viúva de Manuel Gonçalves Gaiam.
22 de Junho de 1812: José António, da Nave, com Francisca Rodrigues.
18 de Janeiro de 1813: João Martins, da Nave, com Isabel Gonçalves, filha de Manuel Gonçalves Garrido e Maria Afonso.
No mesmo dia: Manuel Martins, irmão do anterior, com Victória Gonçalves, também irmã da anterior.
6 de Junho de 1814: José Alves, de Alfaiates, com Luísa Jorge, filha de Manuel Jorge e Maria Antónia.

8 de Maio de 1823: José Arménio, do Reino de Nápoles, com Barbara Nunes, filha de Manuel Nunes de Ambrósio e Luísa Martins
29 de Setembro de 1823: João Barbosa, da Nave, com Maria Pires, filha de Enrique de Andrade e Maria Pires.
26 de Maio de 1825: António Mendes, da Moita, com Teresa João, filha de Paulo João e Ana Pereira.
26 de Janeiro de 1842: Manuel Gonçalves Filipe, de Vila Boa, com Maria Lopes, filha de José Lopes e Isabel Lourenço.
19 de Maio de 1855: José dos Santos, de Quintela (Lamego) com Luísa Gonçalves Barbosa.
14 de Maio de 1859: José Paradas, de Orense, (Espanha) com Maria Martins Viegas, filha de Manuel Martins Viegas e Luísa Dias Antão.
5 de Abril de 1862: José Dias, de Lomba dos Palheiros, com Maria Rodrigues, filha de Manuel Rodrigues e Isabel Martins
12 de Janeiro de 1863: José Esteves, de Alfaiates, com Ana Lourenço, filha de Manuel Lourenço e Maria Pereira
23 de Maio de 1863: Joaquim Martins, de Alfaiates, com Maria Nunes, filha de Manuel Nunes e Ângela Gonçalves
28 de Novembro de 1863: Manuel José Gonçalves, de Foios, com Rita Gonçalves Garrido, filha de Luís Gonçalves Garrido e Maria Vaz
3 de Março de 1866: Narciso Dias, da Lomba, com Luísa Marques, filha de José Marques e Ana Nunes
1 de Setembro de 1870: Paulo Afonso, de Vale de Espinho, com Isabel Martins, filha de Manuel Martins e Maria Nunes Fogeiro
22 de Abril de 1871: António Faustino, de Vila Boa, com Maria Fernandes Russo
18 de Novembro de 1871: Manuel Rodrigues, de Castro Laboreiro (Braga) com Maria Gonçalves Garrido
7 de Fevereiro de 1872: José Augusto Pereira, de Rendo, com Isabel Pereira, filha de Bernardo Pereira e Isabel Garcia.
17 de Junho de 1874: Manuel Gregório, de Castro Laboreiro, com Isabel João.
18 de Julho de 1874: Domingos Gonçalves Gaião, de Foios, com Luísa Nunes Dias, filha de Modesto Nunes Dias e Maria Antónia Robalo.
15 de Maio de 1875: José Ventura, de Vale de Espinho, com Rita Gonçalves Garrido, filha de Manuel Gonçalves Garrido e Maria Gomes.
13 de Setembro de 1875: Manuel Gonçalves Filipe, da Guarda, com Maria dos Santos
8 de Setembro de 1875: José Freire, do Rosmaninhal, com Isabel Correia
31 de Janeiro de 1880: Diamantino Martins Monteiro, de Alfaiates, com Maria Rosa dos Santos, filha de Manuel dos Santos e Isabel Gonçalves.
15 de Maio de 1880: Manuel Chuço, do Rosmaninhal, com Cândida Nunes, filha de Bernardo Nunes e Maria Meirinho
22 de Agosto de 1881: Agostinho Lamas, da Nave, com Ana Vaz Fortuna, filha de José Vaz Fortuna e Maria Antunes Robalo.
22 de Agosto de 1883: António Paulo Fernandes, da Cerdeira, com Mariana dos Santos, filha de Manuel dos Santos e Isabel Gonçalves
26 de Janeiro de 1885: Manuel Lopes, de Vale de Espinho, com Luísa Jorge, filha de José Jorge e Ana Carrilho
15 de Outubro de 1887: José Ramos Carriço, do Ozendo, com Luísa Gomes, filha de Manuel Antunes e Luísa Gomes
13 de Fevereiro de 1888: Manuel Nunes, de Foios, com Luísa Pires, filha de Manuel Pires e Maria de Jesus.
20 de Fevereiro de 1889: Manuel Alexandre, de Vila Boa, com Maria dos Anjos Martins da Luzia, filha de João Martins da Luzia e Maria Luísa Gonçalves Garrido.
4 de Setembro de 1889: António Sanches, de Aldeia Velha, com Maria Pereira, filha de Bernardo Garcia e Eufémia Gonçalves Garrido
23 de Janeiro de 1890: José Mateus, de Quadrazais, com Isabel Parada, filha de José Parada e Maria Martins Viegas
1 de Setembro de 1890: José Fernandes, da Nave com Maria Nunes, filha de José Nunes e Isabel Luís
30 de Janeiro de 1891: José Antunes Lousa, de Vila Boa, com Mariana Gonçalves Ambrósio, filha de Bernardo Gonçalves Ambrozio e Maria Esteves
6 de Junho de 1891: Manuel Vaz, da Nave, com Maria Martins, viúva de José Martins Garcia e filha de Manuel Martins e Maria Antónia Martins
3 de Agosto de 1892: Francisco Lopes, de Aldeia do Bispo, comMaria Augusta Rodrigues, filha de Domingos Rodrigues e Maria Dias.
15 de Outubro de 1893: António dos Santos, da Nave, com Isabel Maria Nunes Fogeiro, filha de Joaquim Nunes Fogeiro e Maria Nunes
6 de Junho de 1894: Joaquim Alves Videira, de Alfaiates, com Maria dos Prazeres Nunes Meirinho, filha de Luís Nunes Meirinho e Maria Lopes Pereira.
16 de Maio de 1894: Jacinto Saraiva, de Torres (Trancoso) com Isabel Correia, filha de José Correia e Luísa Nunes Alfaiate
9 de Julho de 1894: José Nunes, da Nave, com Maria Alexandrina Oliveira, filha de Augusto Oliveira e Maria Nunes.
8 de Outubro de 1894: Diogo Lopes, de Vale de Espinho, com Lucinda Viriato, filha de José Viriato Sorried Pompeu e Maria José Leitão.
28 de Novembro de 1895: Joaquim Afonso Pelicano, de Alfaiates, com Maria Augusta Nunes Meirinho, filha de Luís Nunes Meirinho e Maria Lopes Pereira
16 de Fevereiro de 1896: Joaquim Amaral, do Cardeal, com Isabel Carrilho, filha de Bernardo Carrilho e Ana Pires
13 de Abril de 1896: António José Dias, do Sabugal, com Isabel Maria Robalo, filha de Bernardo Robalo e Maria Pereira
24 de Outubro de 1896: Manuel Joaquim Araújo, da Nave, com Maria dos Anjos Nunes Emídio, filha de João Nunes Emídio e Rita Lourenço Logrado
4 de Junho de 1897: Manuel José Lopes, de Vale de Espinho, com Isabel Maria Nunes Emídio, filha de António Nunes Emídio e Luísa João
26 de Maio de 1898: José Nobre, de Rendo, com Maria dos Anjos Martins Garcia, filha de Manuel Martins e Maria Martins Garcia
14 de Fevereiro de 1899: Francisco Damas, da Nave, com Conceição Pereira, filha de Joaquim Pereira e Barbara Martins
30 de Novembro de 1899: Manuel José Sousa, de Alfaiates, com Isabel Maria Nunes Meirinho, filha de Luís Nunes Meirinho e Maria Lopes Pereira
20 de Janeiro de 1900: António Bairras, de Alfaiates, com Maria Isabel Martinho, filha de Domingos Martinho e Joaquina Nunes Alfaiate
14 de Maio de 1900: António Tavares, de Foios, com Maria Lourenço Logrado, filha de José Lourenço Logrado e Isabel Nunes de Marcos


De entre os 65 rapazes que casaram no Soito destacamos 12 da Nave, 11 de Alfaiates, 6 de Vale de Espinho, 6 de Vila Boa, 4 dos Foios e… 1 Napolitano.

Casamentos de não nascidos no Soito 1941-1960

Casamentos realizados no Soito de cidadãos aqui não nascidos
1941-1960
9-8-1941 : Augusto Afonso Duarte (Foios) com Mariana Antunes de Marcos
17-11-1941 António Correia (Águas) com Maria dos Anjos Fortuna Garcia
31-1-1942 João Maria Pereira Garrido, com Maria Amélia Fernades (Baraçal)
22-8-1942 José da Silva (Aldeia Velha) com Celestina Nicolau Carvalho
21-11-1842 Carlos Pereira Garrido, com Beatriz Moreira (Vale de Espinho)
7-12-1942 José Augusto Lourenço (Sabugal) com Isabel Augusta Filipe da Inês
1-5-1943 Francisco da Silva Ruim (Aldeia Velha) com Albertina Antunes de Marcos
19-2-1944 Narciso Soares da Fonseca, com Isabel Martins Pereira (Cercal do Alentejo)
15-4-1944 António Lopes Soares (Bolívar Argentina) com Maria Rosa Rito Alves
30-12-1944 Alfredo Barbosa (Vale de Espinho) com Maria Isabel Pereira Russo
4-7-1945 José António Cruchinho (Penamacor) com Maria dos Prazeres Gonçalves Rito
5-7-1945 João Manso Martins, com Maria dos Anjos Lavajo (Alfaiates)
31-7-1945 Arnaldo Augusto da Cunha (Sequeiros A.da Beira) com Mariana Rito Santo
1-9-1945 João Manso Tolda, com Maria Soares (Bolívar, Argentina)
19-9-1945 António Alvito dos Santos (Penamacor) com Felisbela Pina Pereira
1-2-1947 António Ramires da Silva (Covilhã) e Cecília da Silva Barbosa (V. Espinho)
24-7-1947 Luís Vaz (Abrantes) com Glória Luís Gonçalves
29-9-1947 Jeremias Santos Alfaiate, com Isaltina Antunes Fernandes (Baraçal)
17-12-1947 Adrião Cardoso Grilo (Bemposta) e Maria Antunes (Salvador-Penamacor)
27-12-1947 Matias de Almeida (Guimarães) com Laura Marinho Barbosa
8-4-1948 José Cardoso Varandas (Teixoso) com Isabel Monteiro Pereira
21-4-1948 Domingos Lourenço (Alfaiates) Maria Augusta Nabais
8-9-1948 João Luís Nabais (Penha Garcia) com Maria Cândida Soares da Fonseca
27-11-1948 José Braga de Paiva (Vila N. de Gaia) com Maria Nabais de Marcos
16-2-1949 Francisco José Arrais (Sabugal) com Glória Nunes Monteiro
3-3-1949 Porfírio Esteves (Foios) com Isabel Maria Carvalho da Teresa
15-10-1949 João Filipe da Inês, com Matilde Dias Sanches (Aldeia Velha)
1-9-1951 João Gonçalves Costa (Nelas) com Glória Pereira Rito
6-10-1951 João Garcia Pereira, com Maria Santana da Fonseca Martins (A.Velha)
29-11-1951 João Maria Suzano (Quadrazais) com Glória Fortuna Garcia
6-6-1952 Serafim de Jesus Maria (Castelo Mendo) e Indivisa Augusta Silveiro (Orca)
07-06-1952 Joaquim Narciso Farinha (Crato) com Maria Helena Gonçalves Robalo
14-02-1953 Narciso Filipe (Vila Boa) com Benedita Robalo Meirinho
14-11-1953 Joaquim Martins Costa (Alfaiates) com Maria Ilídia Faustino Soares
10-12-1952 Augusto Fernandes (Aldeia S. Margarida) com Prazeres Martinho Escolástico
16-01-1954 Fernando Gil Faísca (Fatela-Fundão) com Maria da Glória Oliveira Melro
22-04-1954 Armindo Gonçalves Bernardo (Aldeia do Bispo) com Maria Noémia Amaral Dias
22-04 1954 Fernando António da Fonseca (Panóias) com Maria da Purificação Jorge da Teresa
16-10-1954 Amandio Sanches Gomes (Aldeia Velha) com Isabel Maria Martins Pereira
13-04-1955 Manuel Martinho dos Santos (Alfaiates) com Celeste Rito Robalo Santo
30-06-1955Mario Manso Martins (Baía-Brasil) com Maria da Glória Pereira Carrilho
13-10-1956 António José Estevinha (Rendo) com Armanda de Deus Corceiro de Carvalho
03-11-1956 José Manuel Martins Correia, com Isabel Augusta Antunes Oliveira (V. Espinho)
20-07-1957 Francisco Carvalheiro (Meimoa) com Isabel Augusta Vinhas Francisco
28-07-1957 Abel Gonçalves Lucas (Foios) com Glória Jorge da Inês
25-09-1957 José Agostinho Matias (Penalobo) com Maria Lídia Soares Martins
19-10-1957 Fernando José da Paixão Janela (Baraçal) e Benedita Meirinho de Oliveira
03-01-1959 José Manuel Antunes de Oliveira (V.Espinho e Beatriz Correia Saraiva
01-03-1959 Dionísio Martins (Vale das Éguas) com Maria da Glória Gonçalves Robalo
16-09-1959 Joaquim Inês Fernandes (Alfaiates) com Julieta Faustino Soares
03-10-1959 Victor Martins Corceiro (Pega) com Maria Irene Lousa Nicolau
06-02-1960 José Alfredo Marcos Inês, com Maria dos Anjos Marques Pereira (Valongo)
13-08-1960 António Antunes de Oliveira (V.Espinho comIsabel André Sanches
01-10-1960 António Dias Sanches (A.Velha) com Isabel Augusta Rito de Marcos
Continua
Ti Carlos

Capela de São Modesto (antiga)

A antiga capela de São Modesto

A primitiva capela de São Modesto estava implantada no hoje Largo Engenheiro Engrácia Carrilho e foi demolida em finais de 1946 para dar lugar ao Chafariz da Praça.
A actual foi construída fora da povoação, do lado nascente, a cujo bairro, posteriormente construído, foi atribuído o nome do Santo.
Construída a um nível superior, era acedida por uma pequena escadaria virada a norte tendo plantada quase em frente à porta principal uma árvore de grande porte, chamada álamo e que também foi arrancada pelo motivo atrás referido.
Esta antiga capela, que muitos dos nossos conterrâneos mais velhos ainda recordam, talvez por ser a mais bem localizada, a meio da povoação, foi palco de milhares de celebrações e cerimónias religiosas do povo do Soito.
Foi ali enterrada Maria de 6 anos em 25 de Junho de 1811
Foram também inúmeros os casamentos ali celebrados principalmente em 1812,1813 e 1814:
Em 15 de Maio de 1812“receberam-se como marido e mulher” José Carrilho, viúvo de Maria Correia e Maria Lourença, filha de Domingos Lourenço e Maria Jorge.
Em 23 do mesmo mês foi Manoel Martins, viúvo que ficou de Tereza Gaspar, da Vila de Alfaiates, com Maria Lourença, viúva que ficou de Manuel Gonçalves Gayão.
Em 22 de Junho foi José António, natural da Nave, filho de Manuel Manso, com Francisca Rodrigues, natural da Quinta de Aldeia da Dona e residente nesta freguesia,
Em 14 de Outubro casou José Lopes, filho legítimo de Manuel Lopes e de Teodora Gonçalves com Isabel Lourença, viúva que ficou de Manuel Nabais.
Aos19 de Outubro casaram Manuel Gonçalves Garrido, filho de Manuel Gonçalves Garrido com Luísa Segura filha de Bernardo da Fonseca e de Luísa Segura.
Em 25 de Novembro foi a vez de António Garcia com Maria Nunes.
Aos 11 de Janeiro de 1813 casou Luís Nunes, filho de Manuel Nunes Meirinho com Maria Martins filha de Miguel Martins.
Aos dezoito do mesmo mês casou João Martins, natural da Nave com Isabel Gonçalves.
No mesmo dia casou também seu irmão Manuel (?) Martins, irmão do anterior, e Vitória Gonçalves, irmã também da anterior noiva, eles filhos de António Martins, da Nave, e elas filhas de Manuel Gonçalves Garrido e de sua mulher Maria Affonso.
Aos 6 de Fevereiro foi Domingos Nunes com Maria Nabais.
Em 11 do mesmo mês de Fevereiro casou Manuel Vaz com Anna Dias.
Em 25 do mesmo mês, casaram Paulo Gonçalves filho de Manuel Gonçalves Martelo e de Paula Fernandes com Luísa Dias, filha de Mattias Dias e Maria Jorge.
Em 28 do mesmo, casou José Nunes, filho de Gabriel Nunes e de Anna Lourença com Joaquina Garcia filha de Joam Garcia e Maria José.
No dia 1 de Junho: José Manso, filho de Manuel Manso e de Rosaria Fernandes com Maria Gonçalves, viúva de Joam Gonçalves Gayão.
Em 12 do mesmo mês: Manuel Garcia filho de Joam Garcia e Ana Garcia com Maria Roballa, viúva de José Luís.
29 do mesmo mês: Manuel Gomes, filho de José Gomes com Maria Vaz filha de Gabriel Vaz.
Em 16 de Agosto casaram José Garcia, viúvo de Anna Angélica da vila do Sabugal com Maria Pereira viúva de Paulo Lopes.
No dia 19 foi Manuel Martins, filho de José Martins e Maria Nunes Antão, com Maria Dias, filha de José Lourenço e Ana Dias.
No dia 27 de Setembro: Manuel Nunes, filho de Miguel Nunes e Isabel Lopes, com Anna Fernandes, filha de Manuel Manso e Maria Garcia.
Em 6 de Outubro José Fernandes Russo, viúvo de Maria Carrilha casa com Barbara Gonçalves, filha de José Gonçalves Lucas e Barbara Gonçalves.
Em 9 de Novembro: José Carrilho, viúvo de Maria Fernandes casa com Maria Martins viúva de Manuel Martins Loceiro.
Em 13 do mesmo mês são celebrados três casamentos: um de Gabriel Antunes, filho de Manuel Antunes e Maria Nunes, com Domingas Martins, filha de Manuel Martins e Maria Mansa.
No mesmo dia casam: Manuel Vaz, filho de Sebastião Vaz e Anna Garcia com Anna Roballa filha de José Roballo e Maria Fernandes, casa também sua irmã Maria Vaz com Luís Gonçalves Garrido, filho de Manuel Gonçalves Garrido e Maria Affonso.
No dia 27, celebram o matrimónio: Manuel Lourenço, filho de Domingos Lourenço e de Maria Jorge, com Maria Carrilha, filha de Manuel Gonçalves e Maria Gonçalves.
Em 29 de Janeiro de 1814 foi Manuel Lourenço, viúvo que ficou de Maria Nunes com Barbara Garcia, filha de José Garcia e Maria Martins
Em 12 de Fevereiro Paulo Robalo viúvo de Joaquina Carrilho, celebra o seu 3º casamento, desta vez com Maria Gonçalves, filha de José Gonçalves e Maria Gonçalves de Matos.
Em 25 de Maio, José Balam, filho de Manuel Nunes e Maria Balona casa com Maria Paula, natural da Nave, filha de Francisco Gonçalves e Antónia Paula.
No dia seguinte casa Domingos Pereira, viúvo de Quitéria Martins com Maria Nunes,filha de pai incógnito e de Paula Nunes.
Em 25 de Junho: Manuel Carvalho, filho de Francisco Carvalho e Maria Martins com Luísa Roballa, filha de António Martins e de Luísa Roballa.
No dia 26 de Novembro:  Manuel Manso, filho de José Manso e de Maria Gonçalves casa com Maria Nunes filha de José Nunes e Luísa Fernandes.
Em 4 de Dezembro; Bernardo Gomes, filho de José Gomes e de Luísa Martins, com Maria de Jesus, filha de Manuel Gonçalves e Luísa Gonçalves.
Em 7 de Janeiro de 1815: João Pedro Mangas, filho de João Pedro Mangas e de Maria Micaela, natural da vila do Sabugal, com Antónia da Fonseca, filha de Manuel da Fonseca,dos Meios,  e de Luísa Fernandes.
Em 16 de Janeiro de 1815: Miguel Antunes, viúvo de Maria Afonso, com Antónia Garcia, viúva de Manuel Robalo.
Ticarlos

Capela do Espirito Santo

Capela do Espírito Santo

Esta capela é, possivelmente, a mais antiga e a que sofreu menos danos ou as menores alterações arquitectónicas à traça original, pelo menos no seu exterior.
Não é fácil provar que terá sido, porventura, uma das primeiras a ser construída e que terá eventualmente albergado a Matriz desta povoação em tempos mais remotos, mas isso permanecerá uma incógnita até que alguém o possa provar documentalmente.
À semelhança de outras capelas que temos referido, também esta teve um papel histórico na fé do povo do Soito e nela repousam dezenas de Soitenses que na ausência de cemitério e por falta de espaço na Igreja Matriz, aqui lhes foi dada a última morada.
Com festa no próprio dia do Espírito Santo e desde tempos antigos da responsabilidade dos rapazes solteiros, que serviam como mordomos, raramente faltava a Banda de música e foguetes para animar os festejos e as pessoas que participavam.
Devido à emigração e porque a maioria dos rapazes rumou a outras terras em busca de uma vida melhor, a festa perdeu algum do seu brilho, continua porém a realizar-se de acordo com a fé e as capacidades dos devotos que são muitos.
Desde o dia 1 de Julho até ao dia 21 de Outubro de 1811 foram ali sepultados 19 corpos das seguintes pessoas: 1 de Julho: António Gonçalves, com 73 anos, morreu sacramentado e era viúvo de Maria Martins, dia 3: Maria, inocente de 3 meses, filha de José Carrilho e Maria Correia, dia 4: Catharina Lourenço, viúva de José de Mattos, dia 5: Manuel, solteiro de 18 anos, filho de Manuel Nunes e de Maria Martins, morreu sacramentado dia 8: José da Fonseca de 18 anos, filho de Bernardo da Fonseca e de Rosária Seguro, no mesmo dia faleceu também Maria, solteira de 24 anos, sacramentada apenas com a Santa Unção, filha de José de Mattos e Catharina Lourenço, dia 10: “inocente”, filho de José Fernandes Russo e Maria Carrilha,
Dia 22: Catharina Nunes, de 73 anos, viúva de Manuel Gonçalves,
No mesmo dia: Isabel Gonçalves de 44 anos, casada com José Martins Ferrador,
Dia 27: Maria Gonçalves de 60 anos, viúva de Domingos Lopes. No dia 28 de Agosto: Rosa Ambrósio, solteira, de 40 anos. No dia 10 de Setembro: Luísa Jorge, com 50 anos, viúva de José Lourenço, dia 18: Maria Gonçalves de 35 anos, casada com José Pires, no mesmo dia: Manuel, de 2 anos, filho Francisco Jorge Barroso e Isabel Gonçalves. Em 9 de Outubro: Elena Gonçalves de 35 anos, viúva de Manuel Gonçalves, dia 21: Isabel Ambrósia de 53 anos, viúva de João Luís, dia 22: Domingos Fernandes de 44 anos, casado com Paula Gonçalves, dia 14 de Novembro: Manuel Nunes Triste, viúvo de Thereza Gonçalves e dia 26: Miguel Martins, solteiro.
A causa da morte foi, em quase todos os casos, registada como malina ou malária “doenças” trazidas provavelmente pelas tropas invasoras.
Embora não esteja relacionado com a capela do Espírito Santo, recordo o seguinte facto: em 17 de Junho de 1882, Manuel Gonçalves Garrido Passave registou uma “mina de cobre e outros minerais, nas Quelhas do Espírito Santo, cinquenta metros a sul da

Autoridades de outros tempos

Autoridades

Regedores

Na impossibilidade de elaborar uma lista completa de todos os regedores, aqui vão os nomes daqueles que de algum modo tive conhecimento:

Efectivos Substitutos
8 de Abril de 1837 Luís Carrilho
Da proposta para a eleição faziam também parte: Manuel Nunes Dias e Leonardo Gonçalves Inês
1846: Luís Carrilho José Fernandes Russo
Em 13 de Junho de 1851 foram nomeados pelo Governador Civil:
Regedor: Substituto:
Luís Carrilho Manuel José de Carvalho
9 de Janeiro de 1855 José Nunes Gabriel José Carrilho o Moço
23 de Fevereiro de 1856 Manuel Carvalho Manuel José de Carvalho
24 de Abril de 1857 Manuel Carvalho Manuel José Villasboas
1858 José Andrade
1859 João Garcia Marques
1860 João Garcia Marques
19 Janeiro de 1861 Narciso Alves Luís Pereira
26 Março de 1862 Manuel José Filipe
30 Maio de 1863 Manuel Carrilho Esteves Bernardo Gomes
1864 Manuel Carrilho Esteves
25 Fevereiro de 1866 Joaquim Alves José Lopes Pereira
17 Abril de 1867 Joaquim Alves Manuel Carrilho Esteves
1868 Manuel Carrilho Esteves
1869 Manuel Corceiro
5 Janeiro de 1870 Luís Pereira
1871 José Lopes Pereira
16 Março de 1872 Manuel José de Carvalho Manuel Gonçalves Filipe
1873 Manuel José de Carvalho
1874 Manuel Martins Corceiro
1875 Manuel Carvalho Manuel Gonçalves Filipe
1877 Manuel Carvalho
1881 Manuel Robalo Manuel José de Carvalho
19 Setembro de 1884 Manuel José de Carvalho José Gonçalves
1886 José Pereira
1891/92 e 93 José Gomes de Carvalho
17 Agosto de 1926 Manuel Vaz
14 Outubro de 1935 Carlos Alberto Carrilho João Martins Nicolau
6 Janeiro de 1942 João Martins Nicolau João Augusto Dias
16 Setembro de 1944 Alberto Gomes de Carvalho
21 Setembro de 1944 José Augusto da Inês (como substituto)
9 Outubro de 1962 Jaime Lopes Carrilho
22 Janeiro de 1964 José Augusto Aristides
3 Agosto de 1965 João Augusto Dias
15 de Março de 1968 Bernardo Gomes Frade
José Manuel Fogeir

Juízes de paz e substitutos

30 Nov 1822
Juízes: Gabriel Nunes e Paulino Gonçalves
Procuradores: Manuel Gomes e Manuel Gomes da Leonor
Louvados José Nunes Lourenço e Manuel André
30 Nov1823
Juízes: Bernardo Antunes e Bernardo Nunes da Neta
Procurador: Manuel Vaz Barroso
Louvados: Domingos Jorge e José Carvalho
21 Nov 1825
Juízes
José Gonçalves Antão e Manuel Nabais
Procurador: Manuel Antão
27 Nov 1831
Juízes: António Manuel de Marcos e Pedro Nunes
Procurador: Manuel Lourenço
27 Set 1836
Juiz de Paz: Manuel José de Carvalho
Juiz eleito : José Gonçalves Antão
Escrivão deste: Manuel Nunes Dias
Cabo de Policia: Luís Carrilho
Dito. Bernardo Garcia
Que em 2 de Outubro seguinte, no Sabugal, fizeram o auto de juramento da
Constituição de 1822, bem como todas as “autoridades e empregados” do concelho:
“Juro guardar e fazer guardar a Constituição Política da Monarquia de 23 de Setembro de 1822 com as modificações que as Cortes Gerais da Nação Portuguesa houverem de decretar.”
18 Out 1846 Não houve eleições por falta de votantes
Em 2 de Janeiro de1848 foram nomeados pela Câmara: Manuel Nunes Dias e Manuel Dias Antão e para Juízes: José Alves, Manuel Gomes e Alexandre Robalo.
8 Fev 1852
Juízes eleitos: José Alves, Manuel Garcia Fogeiro e Manuel Dias Antão
4 Abr 1852
José Lopes Pereira, José Nunes de Gabriel e Manuel Martins Furriel
30 de Dezembro de 1857
José Nunes do Gabriel, José Lopes Pereira e Bernardo Gomes

8 Dez 1859
Juíz eleito: Hilário Nunes
16 Dez 1861
Manuel Carvalho, José Robalo da Teresa e José Carrilho Quinteiro.
16 Dez 1863
Narciso Alves, João Garcia e Joaquim Alves
30 de Dezembro de 1865
José Carrilho Quinteiro Júnior, José Lopes e Manuel José
11 de Março de 1866
José Carrilho e José Lopes Pereira
22 de Abril de 1868
José Roballo, Hilário Nunes, Manuel Fernandes Russo e José Garcia
28 de Dezembro de 1869
Manuel Carrilho Esteves e Manuel José de Carvalho
16 de Janeiro de 1870:
Manuel Martins Furriel, Luís Pereira e Bernardo Gomes
20 de Dezembro de 1871:
José Carrilho Quinteiro e Hilário Nunes
21 de Janeiro de 1872:
José Carrilho Quinteiro e Manuel Carrilho Esteves
29 de Janeiro de 1874:
Manuel Carvalho, Manuel Martins Corceiro e José Lopes Pereira
9 de Janeiro de 1882:
José Nunes do Gabriel, J. Viriato Sorried Pompeu e Manuel Carrilho
30 Nov 1893:
João Dias Antão, José Nunes Corracha, João Pereira Ferrador e Augusto Carrilho
25 de Maio de 1905 : José Nunes Corracha
15 de Maio de 1907: Narciso Carrilho
20 de Outubro de 1913: Narciso Carrilho
1942: António Luís Gata Gonçalves, tendo como secretário: Manuel Nobre Martins

Juntas ou Comissões de Paróquia e Juntas de freguesia

Nem sempre se chamou Junta de Freguesia ao órgão que administrava a povoação e nos dados que se seguem não vamos distinguir entre Junta, Comissão Paroquial ou Comissão Administrativa.
27 de Setembro de 1835:
Presidente: José Alves
Membros: Luís Carrilho, Manuel Nunes, Manuel Carrilho, José Gonçalves Antão, Manuel Gonçalves Antão e Bernardo Nunes.
8 de Fevereiro de 1852:
António Garcia e Paulo Robalo.
4 de Abril de 1852:
Hilário Nunes e Manuel Jorge
30 de Dezembro de 1857:
João Garcia de Carvalho e Manuel Carvalho.
8 de Dezembro de 1859:
António Garcia, João Lopes Pereira, João Carrilho Quinteiro e Luís Pereira Júnior.
16 de Dezembro de 1861:
José Nunes de Gabriel e Luís Pereira
16 de Dezembro de 1863:
Manuel José Filipe e José Robalo
30 de Dezembro de 1865:
José Lopes Pereira e António Garcia.
20 de Dezembro de 1871:
Manuel Carrilho Esteves e José Gabriel.
8 de Janeiro de 1884:
A Câmara nomeia Manuel Carvalho como Presidente da Comissão Paroquial.
27 Set 1890
Efectivos Substitutos
Bernardo Martins Ferrador José Augusto Carrilho Quinteiro
Joaquim Faustino Manuel Fernandes Farinha
Manuel Lopes Pereira João Pereira Ferrador
Manuel António da Fonseca José Nunes Corracha
Manuel Gonçalves Filipe Júnior Manuel Lourenço Russo

Lenda? De Nossa Senhora dos Prazeres!!!

Lenda de Nossa Senhora dos Prazeres

Estávamos na segunda metade do século XVII, após a restauração da independência em 1640 e a guerra entre portugueses e espanhóis, principalmente nesta região fronteiriça prolongar-se-ia por quase trinta anos.
Foi nesse espaço de tempo que uma mãe do Soito, ao sentir aproximar os soldados inimigos e temendo pela vida dos dois, foge com um filhinho de tenra idade para tentar escapar à morte e salvar a vida do filho.
Envereda pelo caminho que conduzia à Ermida de Nossa Senhora dos Prazeres e, ao chegar próximo deste local, cansada, faminta e incapaz de continuar com o filho nos braços, ali o deixa esperançada que alguém o cuidaria e continua a fugir sem rumo certo.
Passados alguns meses e afastado o perigo que a levara a cometer tal acto, regressa à sua terra indo ao local onde deixara o filho, chorando a sua perda, culpando-se pelo sucedido e sem esperança de o voltar a ver.
Ao chegar ao local diz: foi aqui que deixei o meu filho e a mágoa tomou conta de si, de súbito vê surgir a criança, de faces rosadas e com sinais de ter sido bem alimentada, então pergunta-lhe: quem tomou conta de ti? a criança que ainda mal sabia falar apontou com o dedito para a capela e disse: foi a Senhora que mora ali!
A Mãe, agradecida, ajoelhou aos pés da Virgem e agradeceu o benefício recebido.
Durante décadas ou mesmo séculos, o próprio ou os seus descendentes, residentes no Porto, mandavam por ocasião da festa de Nossa Senhora e todos os anos, um ramo de flores em sinal de gratidão, tal acto verificou-se pela última vez em 1940 ou 1941.
Ainda hoje se conta esta história e a capela lá continua com a imagem de Nossa Senhora a mais venerada pelas gentes desta terra.

20 de Março de 2005

A Lenda de João "Namoros"

A Lenda de João Namoros

Em meados do século XIX, nos tempos em que não existiam os modernos meios de transporte, não havia estradas ou luz eléctrica e os rapazes dormiam nas lojas, em tarimbas junto aos animais que lhes aqueciam o ambiente nas longas e frias noites de Inverno, vivia no Soito um casal que tinha um filho chamado João, em idade casadoira e que às escondidas namorava uma jovem rapariga de Vila Boa, distante cerca de cinco Quilómetros, por quem estava apaixonado e que ia ver pela calada da noite sem o consentimento dos pais.
A casa onde vivia o nosso personagem, tinha um alçapão, por onde se comunicava interiormente entre o andar de cima e a loja e, pelo qual observavam o que nesta se passava, por isso e para que os pais vissem que não tinha saído, o João decidiu colocar na cama e em seu lugar, um molho de palha e tapá-la com as mantas numa tentativa de enganar os pais, para que não desconfiassem da sua ausência, e lá partiu para a terra da sua amada.
A noite cai, e os pais sem desconfiarem de nada, deitam-se e adormecem, porém, daí a pouco, a mãe acorda aflita porque tinha visto em sonho o filho a ser atacado por uma alcateia de lobos, então acorda o marido, conta-lhe o sonho, mas ele tranquiliza-a dizendo que isso não passa mesmo de um sonho e voltam ambos a adormecer.
Passados alguns minutos, mal tinham adormecido, volta de novo o mesmo sonho e ela repete a queixa ao marido que para a sossegar acende a candeia, abre o alçapão, e vê pelo vulto que o filho lá estava deitado como as restantes noites, então a mulher sossegou e adormeceu de novo.
Pela terceira vez o sonho voltou; então a mãe apavorada grita ao marido: os lobos estão a comer o nosso filho, aí, o pai já desconfiado, decide baixar à loja e ver o que se passa; destapa as mantas, e vê então o feixe de palha no lugar do filho adivinhando logo o que se terá passado.
Sem perder mais tempo, sela o cavalo e a toda a brida, monta pondo-se a caminho em busca do filho, ao chegar ao sítio da Capela a cerca de 500 metros do fatídico local, ouve os gritos misturados com os uivos dos lobos e para dar força ao filho exclama; tem-te filho que aqui vou eu, mas os lobos ao ouvirem os gritos redobraram o ataque movidos pelo instinto assassino e devoraram a sua presa.
Quando o pai chegou ao local apenas restavam as botas do filho com os pés dentro.
O local onde este episódio terá acontecido, é no cruzamento da estrada com o antigo caminho de Vila Boa, hoje conhecido como “ Senhora de Fátima” devido ao nicho ali construído.
Hoje, ainda há quem chame ao local “Castanheiros de João Namoros” e era assim que deveria continuar.
Ali está também um Cruzeiro a atestar o trágico acontecimento e a perpetuá-lo na memória dos presentes e dos vindouros.

(Talvez hoje, que são outros tempos, se julgue este acontecimento uma lenda, mas a verdade é que os lobos foram de facto uma ameaça ás populações, tendo algumas Câmaras da região, nomeadamente a de Vilar Maior, que em 24 de Fevereiro de 1839, determinou o que transcrevo: “que seja repartida pelos povos do concelho uma porção de nós vomita, (estricnina) para ser posta em pontos que se conheçam mais frequentes estes animais, sendo obrigado cada povo a comprar uma rêz, a repartir em postas e a introduzir-lhe a nós vomita…)
10 de Março de 2005