Registos de bicicletas
1942
Nº. 19, em 20 de Maio – João Baptista Carrilho
42 1 de Junho – António dos Santos
80 15 Manuel Jerónimo Cunha
126 2 de Setembro Alberto Gomes de Carvalho
1943
Nº. 42 26 de Janeiro Mário Manso Tolda
79 4 de Fevereiro João Nabais
135 24 Manuel Luís Meirinho
201 13 de Abril Amadeu Pina Pereira
1944
29 15 de Janeiro José Luís Robalo da Paula
João Baptista Carrilho (duas)
1945
64 3 de Janeiro José Joaquim Tolda
222 21 de Maio José Fernandes Oliveira
1948
328 28 de Abril Américo de Oliveira
341 28 de Agosto Jeremias Lopes de Carvalho
1950
447 4 de Abril Manuel Nobre Martins
456 18 Joaquim Rito
464 16 de Agosto José Manuel Rito dos Santos
1951
515 7 de Junho José dos Santos
518 22 José Manuel Antunes Marques
1952
616 17 de Junho Manuel António Antunes Marques
618 3 de Julho Joaquim Narciso Farinha
1953
717 23 de Março António Fernandes Oliveira
827 1 de Abril Dionísio Martins
839 14 Francisco Lopes Pereira
841 20 Jaime Nabais Pereira
1.040 21 de Agosto João José Tolda Martins
1958
1.167 13 de Janeiro Manuel Alves Gomes
1.232 8 de Julho José Gomes Freire de Carvalho
1959
1.329 7 de Maio Manuel Luís Nabais Pereira
1960
1.442 23 de Janeiro António Pinto Monteiro (GNR)
1499 27 de Abril João Augusto Gonçalves Robalo
1965
2.174 4 de Janeiro Horácio dos Reis Correia Augusto
1966
2.458 16 de Agosto Luís Carlos Carrilho Gonçalves
Velocípedes a motor
Nº. 1583 9 de Fevereiro de 1961 José Francisco Duarte (Famel Foguete)
1821 2 de Agosto de 1962 Manuel Lourenço Gonçalves Lavrador
1961 28 de Agosto de 1963 José Morgado Carvalho
1996 23 de Novembro 1963 Manuel Luís Meirinho
2028 6 de Fevereiro de 1964 Manuel Augusto R. Gonçalves
2046 20 de Março de 1964 Francisco Galhano (GNR)
2369 25 de Março de 1966 Horácio Martins
2379 6 de Abril de 1966 Manuel Fogeiro de Carvalho
2386 16 de Abril de 1966 Joaquim Morgado Fernandes
2444 22 de Julho de 1966 João Ventura Pereira
Não pretendo escrever a história do Soito, mas tão só dar a conhecer factos ignorados do seu passado e, transmitir a verdade que os arquivos empoeirados do tempo me emprestaram.
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sexta-feira, 19 de março de 2010
Licenças de carros de bois (ou vacas)
Embora a matricula para os carros de bois se tornasse obrigatória a partir da decisão de Câmara tomada em 1 de Julho de 1929 ao preço de 5$00 cada chapa a fornecer pela autarquia, só mais tarde essa obrigação foi cumprida.
Estes alguns dos primeiros registos de veículos de tracção animal do Soito
1943
Nº. 1.152 – Manuel Alves
1.154 – José Augusto Martins Nicolau
1.174 – Manuel Nunes Dias
1.175 – José Luís Meirinho
1.176 – José de Oliveira
1.177 - João Maria Martins da Teresa
1.180 – Francisco Manuel Rodrigues
1.189 – Manuel José Gonçalves Filipe
1.192 – José Carvalho
1.255 – José Augusto Garcia Nabais
1.261 – Narciso Gonçalves
1.284 - José António Lousa do Corro
1.369 – Manuel Nabais
1.431 – José Nunes Dias
1.437 – João Ramos Carvalho Dias
1.663 – José Martins Corceiro
1.674 – António José Antunes da Teresa
1.689 – Manuel José Garcia de Carvalho
1.794 – Manuel Martins Furriel
1.810 – António José Nunes de Marcos
1.830 – Manuel Nunes Meirinho Carrilho
1944
93 – José António Lousa Mariana
98 – José Inês Oliveira
133 – João Nobre
209 – José Joaquim Carvalhinho
363 – João Fernando Sancho
468 – Manuel Manso
469 – José Augusto Marcos
470 – José Alfredo Manso
540 – José Augusto Carrilho
667 – Francisco Freire
697 – José Nicolau Nabais
717 – Lourenço de Oliveira
754 – João Nunes Dias
769 – José Augusto Martins Nicolau Corceiro
801 – José Augusto Carvalho do Frade
858 – Simão Palinhos
863 – João Antunes Lousa
869 – José Pereira
915 – José Joaquim Lourenço
916 – Carlos Carrilho
922 – João Augusto carvalho
923 – José Ramos Garcia
937 – José Joaquim Agostinho carrilho
938 – Manuel Luís Vaz Furriela
942 – Manuel António Carrilho
943 – João Baptista Carrilho
945 – Manuel Joaquim Antunes
983 – Bernardo Garcia Pereira
987 – António Nunes Meirinho
1.040 – José da Teresa Fogeiro
1.059 – José Antunes
1.067 – José Joaquim Alves
1.076 – António Gonçalves Ferreira
1.105 – Narciso Nascimento Martins Nicolau
1.106 – José Carvalho Júnior
1.113 – José Joaquim Nunes Meirinho
1.114 – Manuel António Garcia Fogeiro
1.118 – José Robalo Santos
1.121 – José Augusto Nabais
1.161 – Manuel Oliveira Sebastião
1.191 – Manuel Soares
1.192 – José Viegas Rito
1.255 – Manuel José Carrilho
1.256 – José Gomes de Carvalho
1.402 – José Augusto Lopes Dora
1945
180 - Manuel Gomes Rito
181 – José Martins Gaião
185 – José Gonçalves Martelo
297 – João Martins Grencho
298 – José Augusto Martins da Teresa Quicho
299 – José Augusto Martins da Teresa Perlouro
300 – José Manuel Oliveira Dias
305 – Óscar Dias
316 – Manuel Manso da Bonita
320 – José Manso Rito da Praça
322 – José Garcia Vaz
323 – João Augusto Dias
324 – Manuel Nobre Martins
1961
4.531 – Manuel Meirinho de Oliveira
4.559 – Manuel Gomes Frade
4.638 – Manuel José Antunes
4.984 – Júlio Pereira da Calva
5.013 – José Augusto Carvalho
5.296 – Vitalina Augusta
5.380 – António Fernandes Fogeiro
5.438 – José Garcia de Carvalho
5.607 – José Pereira Lavrador,
5.608 - José Manuel Viegas de Carvalho
5.609 – José de Matos Garcia
5.612 – José Alves Gomes
5.615 – José Manuel Vaz Lavrador
5.622 – Manuel Joaquim Lopes Dora
5.623 – João Afonso Suzano
5.624 – João Baptista Furriel de Carvalho
5.635 – Virgílio Afonso
5.641 – José Augusto de Carvalho
5.645 – António Manuel Luís
5.646 – José Luís Lourenço Inês
5.647 – Manuel Lourenço Inês
5.659 – Paulino Nabais
5.669 – Manuel Octávio Pereira Dias
Estes alguns dos primeiros registos de veículos de tracção animal do Soito
1943
Nº. 1.152 – Manuel Alves
1.154 – José Augusto Martins Nicolau
1.174 – Manuel Nunes Dias
1.175 – José Luís Meirinho
1.176 – José de Oliveira
1.177 - João Maria Martins da Teresa
1.180 – Francisco Manuel Rodrigues
1.189 – Manuel José Gonçalves Filipe
1.192 – José Carvalho
1.255 – José Augusto Garcia Nabais
1.261 – Narciso Gonçalves
1.284 - José António Lousa do Corro
1.369 – Manuel Nabais
1.431 – José Nunes Dias
1.437 – João Ramos Carvalho Dias
1.663 – José Martins Corceiro
1.674 – António José Antunes da Teresa
1.689 – Manuel José Garcia de Carvalho
1.794 – Manuel Martins Furriel
1.810 – António José Nunes de Marcos
1.830 – Manuel Nunes Meirinho Carrilho
1944
93 – José António Lousa Mariana
98 – José Inês Oliveira
133 – João Nobre
209 – José Joaquim Carvalhinho
363 – João Fernando Sancho
468 – Manuel Manso
469 – José Augusto Marcos
470 – José Alfredo Manso
540 – José Augusto Carrilho
667 – Francisco Freire
697 – José Nicolau Nabais
717 – Lourenço de Oliveira
754 – João Nunes Dias
769 – José Augusto Martins Nicolau Corceiro
801 – José Augusto Carvalho do Frade
858 – Simão Palinhos
863 – João Antunes Lousa
869 – José Pereira
915 – José Joaquim Lourenço
916 – Carlos Carrilho
922 – João Augusto carvalho
923 – José Ramos Garcia
937 – José Joaquim Agostinho carrilho
938 – Manuel Luís Vaz Furriela
942 – Manuel António Carrilho
943 – João Baptista Carrilho
945 – Manuel Joaquim Antunes
983 – Bernardo Garcia Pereira
987 – António Nunes Meirinho
1.040 – José da Teresa Fogeiro
1.059 – José Antunes
1.067 – José Joaquim Alves
1.076 – António Gonçalves Ferreira
1.105 – Narciso Nascimento Martins Nicolau
1.106 – José Carvalho Júnior
1.113 – José Joaquim Nunes Meirinho
1.114 – Manuel António Garcia Fogeiro
1.118 – José Robalo Santos
1.121 – José Augusto Nabais
1.161 – Manuel Oliveira Sebastião
1.191 – Manuel Soares
1.192 – José Viegas Rito
1.255 – Manuel José Carrilho
1.256 – José Gomes de Carvalho
1.402 – José Augusto Lopes Dora
1945
180 - Manuel Gomes Rito
181 – José Martins Gaião
185 – José Gonçalves Martelo
297 – João Martins Grencho
298 – José Augusto Martins da Teresa Quicho
299 – José Augusto Martins da Teresa Perlouro
300 – José Manuel Oliveira Dias
305 – Óscar Dias
316 – Manuel Manso da Bonita
320 – José Manso Rito da Praça
322 – José Garcia Vaz
323 – João Augusto Dias
324 – Manuel Nobre Martins
1961
4.531 – Manuel Meirinho de Oliveira
4.559 – Manuel Gomes Frade
4.638 – Manuel José Antunes
4.984 – Júlio Pereira da Calva
5.013 – José Augusto Carvalho
5.296 – Vitalina Augusta
5.380 – António Fernandes Fogeiro
5.438 – José Garcia de Carvalho
5.607 – José Pereira Lavrador,
5.608 - José Manuel Viegas de Carvalho
5.609 – José de Matos Garcia
5.612 – José Alves Gomes
5.615 – José Manuel Vaz Lavrador
5.622 – Manuel Joaquim Lopes Dora
5.623 – João Afonso Suzano
5.624 – João Baptista Furriel de Carvalho
5.635 – Virgílio Afonso
5.641 – José Augusto de Carvalho
5.645 – António Manuel Luís
5.646 – José Luís Lourenço Inês
5.647 – Manuel Lourenço Inês
5.659 – Paulino Nabais
5.669 – Manuel Octávio Pereira Dias
Feriado Municipal (Dia de Nossa Senhora dos Prazeres)
Ainda que não reconhecido oficialmente, o dia de segunda-feira da Pascoela, há já séculos que vem sendo comemorado em festa, principalmente no Sabugal, Aldeia Velha e Soito, cujas populações se dirigiam em romaria à Ermida respectiva, estando também encerrados os Paços (Câmara) assim como todo o comércio local.
Em sessão de 3 de Abril de 1836 a Câmara: “acordou que para satisfazer de alguma maneira ao uso antiquíssimo verdadeiramente indispençavel de dar de almoçar ao Capellão que acompanha a Câmara na Romaria que esta faz à Senhora da Graça no Distritto de Sortelha, aonde o ditto Capellão tem de dicer Missa …. ao mismo tempo o vicioso uso deaver ali hum comerette que não satisfazendo aninguem hera bastante gravoso ao Concelho se desse ao mesmo Capellão a quantia de mil e seiscentos reis para que elle de sua conta possa e mande arranjar para si o almoço” era Presidente Manuel Bigotte
Em reunião Camarária de 1 de Maio de 1848, a propósito de segunda-feira de Pascoela: “dia em que esta Câmara vai em Romaria, de Cruz e varas alçadas, com o Parrocho e Povo desta Villa a huma Ermida no Concelho de Sortelha por antiquíssima, continue a Promessa de Nossos antepassados em cuja Capella o dito Parrocho diz Missa dando duas velas de cera esta Câmara à dita Senhora.” Já era Presidente Manuel Proença Coelho
Em 15 de Setembro de 1952 a Câmara decide: “tendo em vista o que desde tempos idos se vem praticando; considerando que a festa da Senhora dos Prazeres é tradicional e está no animo do povo da vila e do Concelho, resolve fazer uma exposição fundamentada a S. Exa. o Ministro do Interior, nos termos da Lei pedindo que se mantenha como dia de Feriado Municipal o dia de Segunda-feira de Pascoela.”
Da acta da sessão da Câmara realizada em 16 de Fevereiro de 1953: era então presidente o Dr. Francisco Maria Manso, extraímos o seguinte texto: A Câmara Municipal do Sabugal, tendo em conta o que dispõe o artigo quarto do Decreto-Lei trinta e oito mil quinhentos e noventa e seis de quatro de Janeiro de 1952; considerando que o dia da Senhora dos Prazeres é desde séculos dia de festa tradicional ligado à vida da própria Câmara; Tendo em vista que já em mil novecentos e quarenta e seis, a Câmara no seu Código de Posturas, por assim o haver reconhecido, oficializou tal dia “como Feriado Municipal” acabando com o feriado de um de Maio por não ser de tradição local… Tendo em vista que é esta a festa tradicional e característica do Sabugal e que a mesma Senhora dos Prazeres continua a celebrar-se com a paralisação total das actividades do povo. Em sua reunião de hoje resolveu solicitar ao Exmo. Ministro do Interior, continue a ser considerado dia de Feriado Municipal este dia de segunda-feira da Senhora dos Prazeres.
Por estas palavras facilmente se depreende que este dia já há muito que vem sendo considerado feriado municipal.
Logo de seguida, em 19 de Março de 1953, damos conta do seguinte texto: “ em virtude de um ofício do Senhor Governador Civil, a câmara manda se oficie: As festas tradicionais e características que em segunda-feira de Pascoela se realizam neste concelho datam de tempos imemoriais. Tinha a Câmara do Sabugal, obrigação de ir à Senhora da Graça todos os anos na segunda-feira da Pascoela, dia em que se celebra uma festividade a que cada família é obrigada a fazer-se representar por pelo menos uma pessoa. A Câmara fazia a festa e era obrigada, todos os anos, a deslocar-se ao local processionalmente com o povo, com os vereadores, empregados, administrador do concelho e autoridades, levando o secretário a respectiva bandeira, Consta a festa numa procissão em romaria ao local, romaria que teve a sua origem num voto por causa de uma grande epidemia.”
O feriado Municipal foi definitivamente restaurado em 1962, era Presidente da Câmara o Dr. José Diamantino dos Santos: tendo em conta que, e citamos: “já em 1946 o artigo quinto do Código de Posturas estabelece feriado Municipal o dia de segunda-feira de Pascoela e que até 1855, a Câmara de Sortelha se deslocava até meio da Ponte do Sabugal onde depois da cerimónia de saudações à Câmara e povo do Sabugal se dirigiam todos em procissão à capela da Senhora dos Prazeres na Ermida que então pertencia a Sortelha e hoje é propriedade municipal.” e “solicita ao Ministro do Interior que o dia de Segunda-feira de Pascoela ou da Senhora dos Prazeres, volte a ser feriado Municipal no concelho do Sabugal atendendo a que sem distinção de credos todas as famílias ou seus representantes se deslocam em romagem à Ermida de Nossa Senhora dos Prazeres especialmente em Sabugal, Aldeia Velha e Souto”.
A origem desta festa, que terá começado como romaria, perde-se na obscuridade da história, mas a tradição mantêm-se e certamente que continuará a devoção à Senhora dos Prazeres, ou Senhora da Graça, seja do Sabugal, de Aldeia Velha, do Soito ou de qualquer outro povo.
Em sessão de 3 de Abril de 1836 a Câmara: “acordou que para satisfazer de alguma maneira ao uso antiquíssimo verdadeiramente indispençavel de dar de almoçar ao Capellão que acompanha a Câmara na Romaria que esta faz à Senhora da Graça no Distritto de Sortelha, aonde o ditto Capellão tem de dicer Missa …. ao mismo tempo o vicioso uso deaver ali hum comerette que não satisfazendo aninguem hera bastante gravoso ao Concelho se desse ao mesmo Capellão a quantia de mil e seiscentos reis para que elle de sua conta possa e mande arranjar para si o almoço” era Presidente Manuel Bigotte
Em reunião Camarária de 1 de Maio de 1848, a propósito de segunda-feira de Pascoela: “dia em que esta Câmara vai em Romaria, de Cruz e varas alçadas, com o Parrocho e Povo desta Villa a huma Ermida no Concelho de Sortelha por antiquíssima, continue a Promessa de Nossos antepassados em cuja Capella o dito Parrocho diz Missa dando duas velas de cera esta Câmara à dita Senhora.” Já era Presidente Manuel Proença Coelho
Em 15 de Setembro de 1952 a Câmara decide: “tendo em vista o que desde tempos idos se vem praticando; considerando que a festa da Senhora dos Prazeres é tradicional e está no animo do povo da vila e do Concelho, resolve fazer uma exposição fundamentada a S. Exa. o Ministro do Interior, nos termos da Lei pedindo que se mantenha como dia de Feriado Municipal o dia de Segunda-feira de Pascoela.”
Da acta da sessão da Câmara realizada em 16 de Fevereiro de 1953: era então presidente o Dr. Francisco Maria Manso, extraímos o seguinte texto: A Câmara Municipal do Sabugal, tendo em conta o que dispõe o artigo quarto do Decreto-Lei trinta e oito mil quinhentos e noventa e seis de quatro de Janeiro de 1952; considerando que o dia da Senhora dos Prazeres é desde séculos dia de festa tradicional ligado à vida da própria Câmara; Tendo em vista que já em mil novecentos e quarenta e seis, a Câmara no seu Código de Posturas, por assim o haver reconhecido, oficializou tal dia “como Feriado Municipal” acabando com o feriado de um de Maio por não ser de tradição local… Tendo em vista que é esta a festa tradicional e característica do Sabugal e que a mesma Senhora dos Prazeres continua a celebrar-se com a paralisação total das actividades do povo. Em sua reunião de hoje resolveu solicitar ao Exmo. Ministro do Interior, continue a ser considerado dia de Feriado Municipal este dia de segunda-feira da Senhora dos Prazeres.
Por estas palavras facilmente se depreende que este dia já há muito que vem sendo considerado feriado municipal.
Logo de seguida, em 19 de Março de 1953, damos conta do seguinte texto: “ em virtude de um ofício do Senhor Governador Civil, a câmara manda se oficie: As festas tradicionais e características que em segunda-feira de Pascoela se realizam neste concelho datam de tempos imemoriais. Tinha a Câmara do Sabugal, obrigação de ir à Senhora da Graça todos os anos na segunda-feira da Pascoela, dia em que se celebra uma festividade a que cada família é obrigada a fazer-se representar por pelo menos uma pessoa. A Câmara fazia a festa e era obrigada, todos os anos, a deslocar-se ao local processionalmente com o povo, com os vereadores, empregados, administrador do concelho e autoridades, levando o secretário a respectiva bandeira, Consta a festa numa procissão em romaria ao local, romaria que teve a sua origem num voto por causa de uma grande epidemia.”
O feriado Municipal foi definitivamente restaurado em 1962, era Presidente da Câmara o Dr. José Diamantino dos Santos: tendo em conta que, e citamos: “já em 1946 o artigo quinto do Código de Posturas estabelece feriado Municipal o dia de segunda-feira de Pascoela e que até 1855, a Câmara de Sortelha se deslocava até meio da Ponte do Sabugal onde depois da cerimónia de saudações à Câmara e povo do Sabugal se dirigiam todos em procissão à capela da Senhora dos Prazeres na Ermida que então pertencia a Sortelha e hoje é propriedade municipal.” e “solicita ao Ministro do Interior que o dia de Segunda-feira de Pascoela ou da Senhora dos Prazeres, volte a ser feriado Municipal no concelho do Sabugal atendendo a que sem distinção de credos todas as famílias ou seus representantes se deslocam em romagem à Ermida de Nossa Senhora dos Prazeres especialmente em Sabugal, Aldeia Velha e Souto”.
A origem desta festa, que terá começado como romaria, perde-se na obscuridade da história, mas a tradição mantêm-se e certamente que continuará a devoção à Senhora dos Prazeres, ou Senhora da Graça, seja do Sabugal, de Aldeia Velha, do Soito ou de qualquer outro povo.
Caçadores
Em 1913 e num total de 256 caçadores licenciados no concelho, 17 eram ou residiam no Soito:
José Augusto Garcia, professor com o número 10,
Manuel Fernandes Monteiro Júnior, barbeiro 14,
Raul Lopes, barbeiro 15,
Júlio Martinó, professor de musica 23
António Joaquim Martins, jornaleiro 25
João António Ambrózio, alfaiate 26
Diogo Lopes, proprietário 27
José Carvalho, proprietário 65
Manuel António Mano, pedreiro 96
Miguel Maria Robalo, proprietário 97
Alfredo Viriato Lopes, estudante 105
José Joaquim Tolda, negociante 169
José Alfredo da Fonseca Garcia, proprietário 175
Manuel Nabaes, taberneiro 193
Manuel José Lopes, 50 anos, natural de Vale de Espinho, proprietário 233
Manuel José Lopes, 24 aos, natural do Soito, proprietário 234
Manuel Meirinho, lavrador 244
Lista dos nomes e números das licenças requeridas em 1930
Alberto Gomes de Carvalho 31.413
José Gomes de Carvalho 31.414
José Manuel Lopes 31.415
Manuel António Gonçalves Garrido 31.416
José Joaquim Gonçalves Garrido 31.417
João António Ambrósio 31.421
Simão Palinhos 31.422
António Manuel Luís 31.443
Iluminado Lopes 31.474
José Joaquim Carrilho 31.510
José Garcia da Fonseca 31.511
Manuel José Garcia 31.519
José Carvalho 31.520
José Carvalho Jorge 31.521
José Augusto Garcia 31.531
Manuel Carvalho 31.546
João Maria Carlos Alberto Carrilho 31.549
Manuel Nabais 31.570
Diogo Lopes 31.694
Narciso Nunes Meirinho 38.669
Em 1931/32 e 1932/33 foram requeridas mais as seguintes:
José Joaquim Tolda
António Joaquim Ramos
José Luís Tolda
João Miguel Martins
Francisco Freire
António Luís Gata Gonçalves
Entre 1933 e 1934
José Manuel dos Santos Monteiro
Porfírio Pinto
Dr. António Manuel Garcia da Fonseca
Jeremias Martins Garcia
José Alfredo da Fonseca Garcia
Miguel Martins Monteiro
Júlio Garcia da Fonseca
Rui Manuel Garcia da Fonseca
Amândio Martins Carrilho
Arnaldo Carrilho
Domingos Dias
José Gonçalves Martelo
José Augusto Garcia, professor com o número 10,
Manuel Fernandes Monteiro Júnior, barbeiro 14,
Raul Lopes, barbeiro 15,
Júlio Martinó, professor de musica 23
António Joaquim Martins, jornaleiro 25
João António Ambrózio, alfaiate 26
Diogo Lopes, proprietário 27
José Carvalho, proprietário 65
Manuel António Mano, pedreiro 96
Miguel Maria Robalo, proprietário 97
Alfredo Viriato Lopes, estudante 105
José Joaquim Tolda, negociante 169
José Alfredo da Fonseca Garcia, proprietário 175
Manuel Nabaes, taberneiro 193
Manuel José Lopes, 50 anos, natural de Vale de Espinho, proprietário 233
Manuel José Lopes, 24 aos, natural do Soito, proprietário 234
Manuel Meirinho, lavrador 244
Lista dos nomes e números das licenças requeridas em 1930
Alberto Gomes de Carvalho 31.413
José Gomes de Carvalho 31.414
José Manuel Lopes 31.415
Manuel António Gonçalves Garrido 31.416
José Joaquim Gonçalves Garrido 31.417
João António Ambrósio 31.421
Simão Palinhos 31.422
António Manuel Luís 31.443
Iluminado Lopes 31.474
José Joaquim Carrilho 31.510
José Garcia da Fonseca 31.511
Manuel José Garcia 31.519
José Carvalho 31.520
José Carvalho Jorge 31.521
José Augusto Garcia 31.531
Manuel Carvalho 31.546
João Maria Carlos Alberto Carrilho 31.549
Manuel Nabais 31.570
Diogo Lopes 31.694
Narciso Nunes Meirinho 38.669
Em 1931/32 e 1932/33 foram requeridas mais as seguintes:
José Joaquim Tolda
António Joaquim Ramos
José Luís Tolda
João Miguel Martins
Francisco Freire
António Luís Gata Gonçalves
Entre 1933 e 1934
José Manuel dos Santos Monteiro
Porfírio Pinto
Dr. António Manuel Garcia da Fonseca
Jeremias Martins Garcia
José Alfredo da Fonseca Garcia
Miguel Martins Monteiro
Júlio Garcia da Fonseca
Rui Manuel Garcia da Fonseca
Amândio Martins Carrilho
Arnaldo Carrilho
Domingos Dias
José Gonçalves Martelo
EMIGRAÇÃO
Alguns anos após a segunda grande guerra deu-se início ao êxodo de muitos dos jovens mais válidos do Soito, principalmente para o Brasil, Argentina e depois para Angola, Moçambique, França e outros países da Europa ou de outros Continentes
A miséria, em alguns casos extrema, que se vivia um pouco por todo o país, levou a que os nossos jovens abalassem em busca de melhor vida, já que aqui na terra onde nasceram, eram explorados e usados praticamente como escravos pelos proprietários mais abastados salvo raras excepções.
Como demonstração da exploração e usura então comuns posso dizer que aquando das sementeiras, por volta de Abril ou Maio, as dispensas dos pobres ficavam vazias sendo obrigados a pedir emprestados alguns produtos de primeira necessidade como centeio, feijão ou batata, operação que resultava em juros de mais de 200 por cento já que na hora da colheita, passados apenas 4 ou 5 meses, eram obrigados a devolver em dobro.
Também gravoso para os pobres era o facto de eles terem que trabalhar a terra e ficarem apenas com um terço, um quarto e até em certos casos um quinto da colheita o que os impossibilitava de viver condignamente.
Apesar destes costumes serem habituais e o facto de serem postos em prática pela maioria dos proprietários, também havia quem emprestasse por bondade e não exigisse mais do que o que havia emprestado, caso do “Ti Zé Agostinho “
Entre 1950 e 1960, o Brasil foi o destino de largas dezenas, mas pouco depois deu-se como que uma debandada a caminho da França, quase todos de forma ilegal já que era a única forma de se poder emigrar principalmente daqueles que se encontravam em idade próxima do serviço militar.
Foram muitos, aqueles que palmilharam todo o caminho a pé demorando semanas até transporem os Pirinéus e muitos também aqueles que caindo nas malhas da polícia passaram alguns dias atrás das grades.
Os nossos emigrantes foram bem aceites em França e noutros países europeus que começavam a sua reconstrução, porque esses países necessitavam de mão-de-obra ainda que não qualificada para que as obras se levantassem.
Só em França, neste momento, há mais filhos desta terra do aqui no berço onde nasceram, eles ou os seus pais, daí que, em quarenta anos, tenhamos perdido mais de setenta por cento da população activa.
Há Soitenses um pouco por todo o Mundo, onde já criaram os seus filhos e netos, muitos dos quais acabarão inevitavelmente por esquecer as suas raízes.
A miséria, em alguns casos extrema, que se vivia um pouco por todo o país, levou a que os nossos jovens abalassem em busca de melhor vida, já que aqui na terra onde nasceram, eram explorados e usados praticamente como escravos pelos proprietários mais abastados salvo raras excepções.
Como demonstração da exploração e usura então comuns posso dizer que aquando das sementeiras, por volta de Abril ou Maio, as dispensas dos pobres ficavam vazias sendo obrigados a pedir emprestados alguns produtos de primeira necessidade como centeio, feijão ou batata, operação que resultava em juros de mais de 200 por cento já que na hora da colheita, passados apenas 4 ou 5 meses, eram obrigados a devolver em dobro.
Também gravoso para os pobres era o facto de eles terem que trabalhar a terra e ficarem apenas com um terço, um quarto e até em certos casos um quinto da colheita o que os impossibilitava de viver condignamente.
Apesar destes costumes serem habituais e o facto de serem postos em prática pela maioria dos proprietários, também havia quem emprestasse por bondade e não exigisse mais do que o que havia emprestado, caso do “Ti Zé Agostinho “
Entre 1950 e 1960, o Brasil foi o destino de largas dezenas, mas pouco depois deu-se como que uma debandada a caminho da França, quase todos de forma ilegal já que era a única forma de se poder emigrar principalmente daqueles que se encontravam em idade próxima do serviço militar.
Foram muitos, aqueles que palmilharam todo o caminho a pé demorando semanas até transporem os Pirinéus e muitos também aqueles que caindo nas malhas da polícia passaram alguns dias atrás das grades.
Os nossos emigrantes foram bem aceites em França e noutros países europeus que começavam a sua reconstrução, porque esses países necessitavam de mão-de-obra ainda que não qualificada para que as obras se levantassem.
Só em França, neste momento, há mais filhos desta terra do aqui no berço onde nasceram, eles ou os seus pais, daí que, em quarenta anos, tenhamos perdido mais de setenta por cento da população activa.
Há Soitenses um pouco por todo o Mundo, onde já criaram os seus filhos e netos, muitos dos quais acabarão inevitavelmente por esquecer as suas raízes.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Em memória de...
Completaram-se em 30 de Novembro, 12 anos sobre o fatal e inesperado desaparecimento de um grande Soitense.
Nessa manhã de Inverno, num trágico acidente de viação, falecia o Engenheiro Manuel Augusto Engrácia Carrilho e terminava assim uma carreira profissional e social difícil de igualar.
Nasceu no Soito em 27 de Setembro de 1916, onde completou o ensino primário, mas cedo o destino o chamou a Viseu, sua segunda terra, onde fixou residência, casou e teve sete filhos, todos licenciados, entre os quais o Professor e filósofo Manuel Maria Carrilho que foi Ministro da Cultura e com tal estatuto visitara o Soito em 8 de Agosto de 1999...
Visitava frequentemente a sua terra, onde carinhosamente era tratado por Sr. Manuelzinho e onde possuía uma quinta, no bucolismo dos campos, para ali descansar e esquecer por algum tempo, a vida acelerada da cidade.
Após os estudos preparatórios ingressou no Instituto Superior de Agronomia onde se formaria em Engenheiro Agrónomo.
Em 1948 passou a fazer parte da Junta de Colonização Interna e como Delegado em Viseu foi um dos grandes impulsionadores da criação da Colónia Agrícola Martim-Rei, situada nos terrenos entre o Sabugal e Quadrazais e na qual se instalaram algumas dezenas de famílias, numa época em que a produção agrícola era a maior riqueza do país.
Foi nomeado Delegado do Governo junto da Federação dos Vitivinicultores da Região do Dão e foi Deputado à Assembleia Nacional.
Em 20 de Julho de 1957 é eleito Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viseu, uma das mais importantes do país, até 1974, e, ali desenvolveu uma actividade digna e virada para o futuro, modernizando e construindo equipamentos sociais de que Viseu se pode orgulhar.
Em 1964 havia sido nomeado Governador Civil de Viseu, lugar que ocupou até 1971 e, nesse mesmo ano, é nomeado o primeiro Presidente da Comissão de Planeamento da Região Centro, actual Comissão de Coordenação Regional.
Em 1981 é de novo eleito Provedor da Misericórdia de Viseu, onde continuou a obra deixada.
Como cidadão querido da cidade de Viriato foi ainda Presidente da Câmara desde 1986 a 1989.
Pelos serviços prestados e em sinal de reconhecimento, foi-lhe atribuído o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo e em 1971 foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade de Viseu.
Em 1992, ano da sua morte ainda pertencia aos órgãos sociais da TVI, da Direcção da União das Misericórdias e do Conselho Nacional da Universidade Católica.
O título póstumo foi-lhe concedida a Comenda da Ordem de Mérito, a Grã-Cruz da União da Misericórdias e o Viriato de Ouro, a mais alta condecoração da Câmara e Assembleia Municipal de Viseu.
No Soito, em 8 de Agosto de 1999, e com a presença do Dr. Manuel Maria Carrilho e em memória de seu pai, foi dado o nome do Engenheiro Engrácia Carrilho à Praça onde existiu a casa de seus pais e onde terá nascido.
Que descanse em paz e que outros em vida lhe sigam o exemplo de homem íntegro e afável para bem do Soito e do Pais.
2004
Nessa manhã de Inverno, num trágico acidente de viação, falecia o Engenheiro Manuel Augusto Engrácia Carrilho e terminava assim uma carreira profissional e social difícil de igualar.
Nasceu no Soito em 27 de Setembro de 1916, onde completou o ensino primário, mas cedo o destino o chamou a Viseu, sua segunda terra, onde fixou residência, casou e teve sete filhos, todos licenciados, entre os quais o Professor e filósofo Manuel Maria Carrilho que foi Ministro da Cultura e com tal estatuto visitara o Soito em 8 de Agosto de 1999...
Visitava frequentemente a sua terra, onde carinhosamente era tratado por Sr. Manuelzinho e onde possuía uma quinta, no bucolismo dos campos, para ali descansar e esquecer por algum tempo, a vida acelerada da cidade.
Após os estudos preparatórios ingressou no Instituto Superior de Agronomia onde se formaria em Engenheiro Agrónomo.
Em 1948 passou a fazer parte da Junta de Colonização Interna e como Delegado em Viseu foi um dos grandes impulsionadores da criação da Colónia Agrícola Martim-Rei, situada nos terrenos entre o Sabugal e Quadrazais e na qual se instalaram algumas dezenas de famílias, numa época em que a produção agrícola era a maior riqueza do país.
Foi nomeado Delegado do Governo junto da Federação dos Vitivinicultores da Região do Dão e foi Deputado à Assembleia Nacional.
Em 20 de Julho de 1957 é eleito Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viseu, uma das mais importantes do país, até 1974, e, ali desenvolveu uma actividade digna e virada para o futuro, modernizando e construindo equipamentos sociais de que Viseu se pode orgulhar.
Em 1964 havia sido nomeado Governador Civil de Viseu, lugar que ocupou até 1971 e, nesse mesmo ano, é nomeado o primeiro Presidente da Comissão de Planeamento da Região Centro, actual Comissão de Coordenação Regional.
Em 1981 é de novo eleito Provedor da Misericórdia de Viseu, onde continuou a obra deixada.
Como cidadão querido da cidade de Viriato foi ainda Presidente da Câmara desde 1986 a 1989.
Pelos serviços prestados e em sinal de reconhecimento, foi-lhe atribuído o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo e em 1971 foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade de Viseu.
Em 1992, ano da sua morte ainda pertencia aos órgãos sociais da TVI, da Direcção da União das Misericórdias e do Conselho Nacional da Universidade Católica.
O título póstumo foi-lhe concedida a Comenda da Ordem de Mérito, a Grã-Cruz da União da Misericórdias e o Viriato de Ouro, a mais alta condecoração da Câmara e Assembleia Municipal de Viseu.
No Soito, em 8 de Agosto de 1999, e com a presença do Dr. Manuel Maria Carrilho e em memória de seu pai, foi dado o nome do Engenheiro Engrácia Carrilho à Praça onde existiu a casa de seus pais e onde terá nascido.
Que descanse em paz e que outros em vida lhe sigam o exemplo de homem íntegro e afável para bem do Soito e do Pais.
2004
O COLÉGIO DO SOITO
O Externato Secundário do Soito, mais conhecido como Colégio, faz quarenta anos de vida.
O edifício, construído entre 1964 e 1965, é propriedade particular e foi construído pelo Sr. João Viegas Nabais, destinado a poder acolher estudantes e ministrar o ensino até ao quinto ano de então, (hoje nono ano de escolaridade).
O promotor, construtor e proprietário da obra, então na força da vida, trabalhou ali como poucos hoje trabalham, transportando o granito, cortando o ferro e mesmo noutras funções próprias de construção civil.
Então, as máquinas eram quase inexistentes e a maioria do ferro foi cortado pousando o ferro numa picareta e martelando com o martelo até espalmar e partir e a maioria do betão foi amassado à força dos braços dos homens, (trabalho hercúleo o de então, não havia betoneiras no Soito).
Sem querer classificar por ordem de utilidade, qualquer investimento de iniciativa particular feito no Soito, certamente que este merece lugar de destaque, não só pela mais-valia cultural que oferece aos habitantes da vila que se quiseram promover na sua própria terra, mas também pela comodidade que proporcionou aos pais dos alunos que o frequentaram nestas quatro décadas, que não necessitaram de “exportar” os seus filhos para outras terras, com todos os inconvenientes que isso acarreta principalmente para os demasiado jovens.
Quarenta anos é meia-idade na vida de um ser humano, mas na vida de uma Instituição tanto pode ser muito como quase nada, por essa mesma época foram construídas pelo concelho e em material pré-fabricado várias escolas que hoje já não existem por falta de alunos.
Nestes quarenta anos de vida por ali passaram milhares de estudantes, tanto do Soito como de outros povos vizinhos, estando muitos deles hoje licenciados e até alguns doutorados.
Tendo iniciado o ensino no período 1965/1966, exactamente no dia 8 de Outubro, com 71 alunos, era seu Director o Dr. José Diamantino dos Santos.
Em 1967/68 foi director o Dr. Manuel Augusto Lousa Nicolau e em 1970 o Padre Carreto, pároco de Aldeia da Ponte, frequentavam o Colégio 100 alunos.
Em 1973, o total de alunos ascendia a 140.
Em 1976/77 foi seu director o nosso actual pároco, Padre António Dias Domingos que exercia ainda as funções de professor de história e religião e moral, o número de alunos subiu a 200 em 1976, descendo para 150 em 1977.
Durante bastantes anos foi seu director o Dr. João Pereira Nabais, filho do proprietário e que a morte há pouco tempo levou.
O percurso deste Estabelecimento de Ensino, nem sempre tem sido fácil devido à flutuação do número de alunos, já que nem todos os pais acham bom aquilo que têm na sua terra e valorizam, quantas vezes erradamente, aquilo que os outros têm.
Hoje, com mais de seis dezenas de alunos, oferece a estes, condições cada vez mais propícias a um bom estudo e professores igualmente qualificados como outros Estabelecimentos do género, pena é que, embora a desertificação da raia seja um facto e os jovens sejam cada vez menos, alguns Soitenses ainda continuem a tentar, por meios e interesses obscuros, classificar negativamente este Colégio.
Os meus dois filhos estudaram neste Colégio e nele obtiveram os conhecimentos possíveis até ao último ano que ele oficialmente estava autorizado a ministrar, se fosse hoje faria o mesmo, temos que valorizar o que é nosso, da nossa terra, e apoiar todos os projectos que de algum modo contribuam para o seu desenvolvimento, o Colégio é um deles!
O Colégio é um bem para o Soito, e se, hipoteticamente um dia o perdermos, talvez lhe demos então o valor que hoje regateamos ou até negamos.
Julho de 2005
O edifício, construído entre 1964 e 1965, é propriedade particular e foi construído pelo Sr. João Viegas Nabais, destinado a poder acolher estudantes e ministrar o ensino até ao quinto ano de então, (hoje nono ano de escolaridade).
O promotor, construtor e proprietário da obra, então na força da vida, trabalhou ali como poucos hoje trabalham, transportando o granito, cortando o ferro e mesmo noutras funções próprias de construção civil.
Então, as máquinas eram quase inexistentes e a maioria do ferro foi cortado pousando o ferro numa picareta e martelando com o martelo até espalmar e partir e a maioria do betão foi amassado à força dos braços dos homens, (trabalho hercúleo o de então, não havia betoneiras no Soito).
Sem querer classificar por ordem de utilidade, qualquer investimento de iniciativa particular feito no Soito, certamente que este merece lugar de destaque, não só pela mais-valia cultural que oferece aos habitantes da vila que se quiseram promover na sua própria terra, mas também pela comodidade que proporcionou aos pais dos alunos que o frequentaram nestas quatro décadas, que não necessitaram de “exportar” os seus filhos para outras terras, com todos os inconvenientes que isso acarreta principalmente para os demasiado jovens.
Quarenta anos é meia-idade na vida de um ser humano, mas na vida de uma Instituição tanto pode ser muito como quase nada, por essa mesma época foram construídas pelo concelho e em material pré-fabricado várias escolas que hoje já não existem por falta de alunos.
Nestes quarenta anos de vida por ali passaram milhares de estudantes, tanto do Soito como de outros povos vizinhos, estando muitos deles hoje licenciados e até alguns doutorados.
Tendo iniciado o ensino no período 1965/1966, exactamente no dia 8 de Outubro, com 71 alunos, era seu Director o Dr. José Diamantino dos Santos.
Em 1967/68 foi director o Dr. Manuel Augusto Lousa Nicolau e em 1970 o Padre Carreto, pároco de Aldeia da Ponte, frequentavam o Colégio 100 alunos.
Em 1973, o total de alunos ascendia a 140.
Em 1976/77 foi seu director o nosso actual pároco, Padre António Dias Domingos que exercia ainda as funções de professor de história e religião e moral, o número de alunos subiu a 200 em 1976, descendo para 150 em 1977.
Durante bastantes anos foi seu director o Dr. João Pereira Nabais, filho do proprietário e que a morte há pouco tempo levou.
O percurso deste Estabelecimento de Ensino, nem sempre tem sido fácil devido à flutuação do número de alunos, já que nem todos os pais acham bom aquilo que têm na sua terra e valorizam, quantas vezes erradamente, aquilo que os outros têm.
Hoje, com mais de seis dezenas de alunos, oferece a estes, condições cada vez mais propícias a um bom estudo e professores igualmente qualificados como outros Estabelecimentos do género, pena é que, embora a desertificação da raia seja um facto e os jovens sejam cada vez menos, alguns Soitenses ainda continuem a tentar, por meios e interesses obscuros, classificar negativamente este Colégio.
Os meus dois filhos estudaram neste Colégio e nele obtiveram os conhecimentos possíveis até ao último ano que ele oficialmente estava autorizado a ministrar, se fosse hoje faria o mesmo, temos que valorizar o que é nosso, da nossa terra, e apoiar todos os projectos que de algum modo contribuam para o seu desenvolvimento, o Colégio é um deles!
O Colégio é um bem para o Soito, e se, hipoteticamente um dia o perdermos, talvez lhe demos então o valor que hoje regateamos ou até negamos.
Julho de 2005
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